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Caminhada Quaresmal

Categoria: Divulgação Publicado em Quarta, 22 Fevereiro 2012 10:06 António Martins
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Faça o download aqui da nossa proposta de Caminhada para esta Quaresma 2012

VI Comum B - Partilha

Categoria: Divulgação Publicado em Sábado, 11 Fevereiro 2012 15:30 António Martins
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Não se podia tocar… nem sequer aproximar

Era assim a vida dos leprosos no tempo de Jesus. Esta doença (porque era contagiosa) exigia que as suas vítimas vivessem à margem de toda a vida social. A doença era vista como um castigo divino e por isso estas pessoas não tinham nenhuma espécie de direitos. Tinham de viver longe de todos, em sítios fora das cidades.

No Evangelho que escutamos encontramos a atitude de Jesus face a esta descriminação social. Em Jesus, Deus desce ao encontro dos seus filhos vítimas da rejeição e da exclusão, compadece-Se da sua miséria, estende-lhes a mão com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do “Reino”. Deus não pactua com a discriminação e denuncia como contrários aos seus projectos todos os mecanismos de opressão dos irmãos.

Deus não pactua com discriminação. Jesus quer estar perto daqueles que ninguém quer perto de si! De certo que esta forma de Jesus estar nos incomoda e interpela. Hoje Jesus quereria estar junto daqueles que com quem ninguém quer estar. (os que sofrem mais, os que estão doentes física ou psicologicamente, os que se deixaram vencer pelos vícios…)

Tentemos entender melhor a mensagem deste domingo. Para isso trago um símbolo… umas luvas!

Dão imenso jeito. Protegem do frio nestas alturas… Precisamos de usar luvas em algumas circunstâncias. Algumas vezes para fazer serviços domésticos (lavar a loiça, fazer jardinagem…) seja para cuidar de alguém (ajudar nos cuidados de saúde e higiene) ou para trabalhar nalguns serviços...nalguns serviços é obrigatório o uso de luvas apropriadas… e ainda bem que é assim salvaguarda-se a higiene e segurança dos produtos e das pessoas.

Parece me que vivemos uma cultura assim. As pessoas usam demasiadas vezes luvas.

Demasiadas pessoas usam luvas para se aproveitarem indevidamente de bens e património que apenas deveriam administrar. Demasiadas pessoas utilizam luvas para não deixar impressões digitais nem pistas quando incorrectamente se aproveitam do poder que alguém lhes deu para abusar da confiança e usurpar o que não lhes pertence.

Também me parece que demasiadas vezes as pessoas como que calçam luvas para que se sintam protegidas no seu mundo de conforto e ignoram totalmente aquilo que se passa à sua volta.

Quando alguém está doente e apenas precisava de uma visita, mesmo que silenciosa, não podemos calçar as luvas do nosso comodismo e ignorar o sofrimento daqueles que estão mais débeis.

Quando alguém está dependente de alguma coisa não podemos calçar as luvas do conforto e esquecer que essa pessoa precisa que não desistam dela… mesmo que demasiadas as vezes apeteça faze-lo!

Quando alguém está derrotado pelo peso da vida não podemos calçar as luvas do descanso e viver ignorando aquele que connosco vive mas que precisa do nosso apoio, incentivo e ajuda.

Parece me também que calçamos demasiadas vezes a luvas do cuidado exagerado e do receio que o sofrimentos dos outros nos comprometa demasiado. Vivemos com as mãos demasiado protegidas do compromisso verdadeiro e da atenção que os outros nos merecem.

Temos de tirar as luvas e empenharmo-nos mais na atenção aos outros.  Temos de tirar as luvas que impedem de termos as mãos totalmente livres e empenhadas na atenção fraterna e solidária aos outros.

Parece me que temos de sair da “zona de conforto” que as luvas do nosso comodismo nos dão para sermos capazes de nos empenharmos mais na transformação deste mundo pela atenção àqueles que connosco se cruzam todos os dias.

Em tempos difíceis, de crise social, familiar e por isso económica precisamos de tirar as luvas que nos defendem demasiado e nos impedem de estarmos a 100 por cento empenhados na transformação deste mundo. Em tempos difíceis temos de ser capaz de abandonar a falsa sensação de segurança que as novas luvas nos poderão dar para nos darmos mais aos outros para que a ninguém falte a nossa alegria, a nossa atenção, a nossa presença…

Temos de ser capazes de trocar as luvas da segurança pelas luvas da oportunidade. Temos de descobrir que um barco no caís está seguro, mas com o tempo o fundo vai apodrecer. Temos de ser capazes de soltar as amarras do preconceito para estarmos mais disponíveis para ajudar quem de nós possa necessitar.

Ao jeito de Jesus, que durante a sua vida publica, passou fazendo o bem, que cada um de nós consiga passar na sua vida fazendo o bem de forma comprometida com a verdade e o amor partilhado.

Que neste domingo a liturgia da Palavra que escutámos nos desinstale e nos arranque as luvas de uma falsa segurança que se confunde com mediocridade do “deixar andar” à espera que os outros consigam mudar para melhor este mundo.

O Mundo será melhor se cada um, sem luvas, se empenhar em tornar o seu mundo mais feliz alegre e solidário.

Mártir S. Sebastião

Categoria: Divulgação Publicado em Sexta, 20 Janeiro 2012 09:33 António Martins
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Ficheiro com a vida do Mártir S. Sebastião. Faça o download carregando aqui!

Luz no Caminho

Categoria: Divulgação Publicado em Sexta, 27 Janeiro 2012 08:38 António Martins
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Hoje sintonizem a Rádio Cova da Beira pelas 18.30h.

Acompanhem o programa "Luz no Caminho"!

http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/

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Categoria: Divulgação Publicado em Terça, 10 Janeiro 2012 19:42 António Martins
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