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Porquê gritar?!

Categoria: Histórias com sumo Publicado em Terça, 10 Janeiro 2012 17:29 António Martins
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Porque gritam as pessoas?

Um dia um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:

- Porque gritam as pessoas quando estão aborrecidas?

- Gritamos porque perdemos a calma! – disse um deles.

- Mas, porquê gritar quando a outra pessoa está a seu lado? – questionou novamente o pensador!

- Gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça e nos entenda. – Tentou outro discípulo fazer entender.

O mestre voltou a falar:

- Então não será possível falar em voz baixa? Eu explico porque gritam as pessoas umas com as outras… A verdade é que quando duas pessoas estão aborrecidas os seus corações se afastam muito e para vencer essa distância é preciso gritar. Quanto mais aborrecidos estiverem mais terão de gritar porque mais distantes estarão os seus corações.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?

Falam suavemente. E porquê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre ele é muito pequena. Às vezes estão tão próximos que nem falam… sussurram. E quando o amor é mais intenso, nem necessitam sussurrar… apenas se olham e basta… os corações se entendem.

Quando discutirdes não deixeis que os vossos corações se afastem demasiado…

 Texto original: Gandhi - Apenas adaptei

Bambu

Categoria: Histórias com sumo Publicado em Domingo, 14 Agosto 2011 15:25 António Martins
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Conta uma antiga lenda chinesa que havia um lindo jardim, onde o seu Senhor costumava passear diariamente quando o calor apertava. Nesse jardim existia um lindo “bambu”, que era sem dúvida a planta mais bonita. Dia após dia, o bambu crescia e tornava-se cada vez mais gracioso. Mas, apesar disso, o bambu sentia que não era feliz... faltava-lhe alguma coisa.

Um dia, o Senhor, muito preocupado, aproximou-se da sua árvore muito querida e o bambu com grande veneração baixou a cabeça. O Senhor disse-lhe: “Meu querido bambu, vou precisar de ti!” O bambu sentiu que tinha chegado o seu momento, o dia para o qual tinha nascido. Com grande alegria, mas baixinho, respondeu: “Estou pronto, Senhor, faz de mim o que quiseres.”

 “Bambu, para servir-me de ti, é necessário abater-te”, disse o Senhor em voz séria.

O bambu ficou assustado e respondeu: “Abater-me, Senhor, depois de me teres tornado na árvore mais bonita do teu jardim? Não, por favor, não faças isso! Usa-me para tua alegria, mas, por favor, não me abatas.”

“Meu querido bambu, sem abater-te não te poderei usar”, disse-lhe o Senhor.

Fez-se um grande silêncio. O vento parou de soprar e os passarinhos de cantar. Então o bambu baixou ainda mais a cabeça e suspirou: “Senhor, se não me podes usar sem que me abatas, então faz de mim o que quiseres.”

 “Meu querido bambu, não devo somente abater-te, mas devo também cortar as tuas folhas e os ramos”, disse-lhe o Senhor.

            “O Senhor, não faças isso comigo... deixa-me ao menos as folhas e os ramos”, suplicou o bambu.

“Se não queres que os corte, não poderei usar-te.” Neste momento o Sol escondeu-se e os passarinhos voaram para longe. Então o bambu, já com uma voz muito fraca, disse: “Senhor, então corta-me as folhas e os ramos, se assim achares necessário.”

 “Meu querido, tenho ainda que fazer uma outra coisa. Devo rachar-te em duas partes e arrancar-te o coração. Se não o fizer, não te poderei usar.”

O bambu ficou sem palavras e baixou a sua linda cabeleira até ao chão.

O Senhor do jardim abateu o bambu, cortou os ramos, tirou as folhas, rachou-o em duas partes e arrancou-lhe o coração. Em seguida levou-o à fonte de água fresca, próxima dos campos secos. Ali, muito cuidadosamente, o Senhor colocou o bambu no chão. Uma extremidade do tronco foi ligada à fonte de água, outra foi virada para o campo seco.

Da fonte jorrava água, a água passava através do bambu oco e chegava alegre ao campo seco que há muito suspirava por aquela água fresca. Em seguida foi plantado o arroz. Os dias passaram, a semente cresceu e o tempo da colheita chegou. Assim o maravilhoso bambu tornou-se uma grande bênção para aqueles campos secos devido à sua grande generosidade e humildade.

Grande e plena foi a alegria do bambu e finalmente sentiu-se realizado. Enquanto era jovem e bonito, o bambu vivia e crescia só para si mesmo e amava somente a sua beleza e bem-estar. Numa palavra, era egoísta. Depois, pelo contrário, despojado de toda a sua beleza, inclusive da sua própria vida, tornou-se num canal, que o Senhor usou para tornar fecundos e férteis os seus campos.

A bíblia funciona?

Categoria: Histórias com sumo Publicado em Sexta, 29 Julho 2011 11:02 António Martins
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Um médico cristão estava a ler a sua Bíblia assentado num banco da praça, quando um senhor se aproximou e reconhecendo o médico disse:

 

- Não posso crer que o senhor, com a sua cultura, consiga ler e acreditar num livro como esse!

 

- Por quê? Perguntou o médico.

 

- Por que nem sabemos quem escreveu este livro. Eu não acredito numa coisa que nem sequer saiba quem a escreveu.

 

O medico olhou fixamente para o homem e perguntou-lhe:

 

- O senhor acredita e usa a tabuada?

 

- Sim. Uso-a frequentemente.

 

O senhor sabe quem escreveu a tabuada?

 

- Não, não sei, respondeu o incrédulo.

 

- Como é então que o senhor acredita e usa algo que o senhor nem sequer sabe quem escreveu? Perguntou-lhe o médico.

 

O homem embaraçado teve uma ideia brilhante e respondeu:

 

- É que a tabuada funciona, e todo o mundo sabe disso.

 

- Meu amigo, disse o médico, a Bíblia também funciona muito bem.

 

E eu poderia mostrar-lhe centenas de pessoas que tiveram as suas vidas modificadas pela Palavra de Deus.

Pedras pequenas

Categoria: Histórias com sumo Publicado em Segunda, 01 Agosto 2011 16:15 António Martins
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Certo monge encontrava-se muito doente na sua cama. Havia tropeçado numa pequena pedra quando ia buscar água para o convento e tinha fracturado algumas vértebras das costas.

Com muitas dores no corpo, mas lúcido como sempre, recebeu de um monge seu colega um importante ensinamento.

- Caro amigo. Que esta queda te sirva de ensinamento. Habitualmente são as pedras pequenas que nos conseguem derrubar, pois nas grandes nós tomamos atenção e desviamo-nos a tempo.

Assim acontece na nossa vida. Habitualmente negligenciamos os pequenos factos e acontecimentos, deixando-os de lado, o que mais tarde nos poderá trazer grandes transtornos.

Nós vemos bem os problemas grandes e tomamos as devidas providências para resolve-los ou nos anteciparmos. O problema habitualmente está nas “pedras pequenas” que podem facilmente derrubar-nos!

O cavalo de Alexandre

Categoria: Histórias com sumo Publicado em Quinta, 28 Julho 2011 10:30 António Martins
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Alexandre Magno tinha um famoso cavalo chamado Bucéfalo, no qual só ele podia montar.

Contam as lendas que, todos os que tentavam montar no Bucéfalo, eram em poucos segundos atirados ao chão. Só Alexandre Magno soube estudá-lo com atenção e descobrir o segredo do cavalo.

O segredo era simples: Bucéfalo assustava-se com a sua sombra. Por isso, quando se queria montar nele, era preciso pegar-lhe nas rédeas e colocá-lo na direcção do sol, de forma que não visse a sua sombra no chão.

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