Todos os Santos - Partilha
- Categoria: Para cada domingo
- Publicado em Segunda, 31 Outubro 2011 18:35
- António Martins
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Esta é a geração dos que procuram o Senhor!
Hoje celebramos a Festa de todos os Santos. Hoje a Igreja convida-nos a honrar a memória e a imitar as virtudes de todos aqueles que durante a vida terrena viveram em plenitude a sua dignidade baptismal e agora acreditamos estão junto de Deus na vida eterna.
Também de alguma forma antecipamos para o dia de hoje a liturgia do dia de amanha (dia de fiéis defuntos) e pedimos a Deus que todos os que já partiram e pertenceram as nossas famílias sejam recebidos nesta luz de eterna paz.
A celebração de hoje não pode ser apenas uma evocação da tristeza da morte, não celebramos a amargura do luto… não evocamos apenas o vazio da saudade daqueles que connosco conviveram… evocamos a certeza da vida eterna e a promessa de felicidade absoluta que Deus quer dar a quem lhe foi fiel.
Ao longo do ano, a igreja celebra e evoca a memória dos santos principais. Neste dia a Igreja quis juntar numa única solenidade, todos os santos, todos aqueles que já vivem em comunhão com Deus, porque aos olhos de Deus não há heróis ocultos nem santos desconhecidos.
Neste dia de Todos os santos queremos lembrar os nossos pais, avós, amigos e conhecidos todos aqueles que já partiram e queremos pedir que Deus os acolha junto de si como santos... a todos dê a bem aventurança verdadeira e a comunhão com todos aqueles que durante a vida viveram de acordo com os ensinamentos evangélicos.
O desafio da santidade coloca-se a todos os homens e mulheres de fé, a todos os batizados… Ser santo é viver de acordo com o espírito das bem aventuranças. Temos em todos os momentos e opções da nossa vida dois caminhos: a proposta do mundo e a proposta de Jesus Cristo. O mundo diz:
Felizes os ricos, os que se riem de tudo e de todos, os que vivem segundo os seus instintos, os que tem o coração duro, os que sabem mentir e enganar…
Jesus apresenta uma proposta claramente diferente – um caminho baseado na lei do amor e da caridade.
1- Felizes os pobres em espírito – os que se sentem pobres e fracos diante de Deus (e nunca orgulhosos), os que não procuram honras e prestígios e se esforçam por ser humildes.
2- Felizes os mansos – os que agem com doçura e delicadeza; os que estão disponíveis a perdoar, a esquecer, a fazer as pazes…
3- Felizes os que tem fome e sede de justiça – aqueles que estão atentos às necessidades dos outros e procuram ajudá-los.
Ser santo é fazer tudo com amor e por amor! Ser santo é fazer as coisas mais simples com a grandeza e a motivação dos grandes projectos.
Ser santo é sentir que nunca temos muito que fazer… temos sempre imenso que amar.
Este convite à santidade não é apenas dirigido a alguns – a homens ou mulheres extraordinários e escolhidos – este convite é para todos e para cada um de nós.
Nem todos seremos santos de altar, mas todos devemos ser santos na terra para merecermos o lugar no céu. O santo não é aquele que nunca cai…mas aquele que se levanta sempre. O santo não é aquele que nunca erra o santo é aquele que é capaz de reconstruir-se.
Seria maravilhoso se aquilo que dissemos no salmo responsorial fosse mesmo verdade… Esta é a geração dos que procuram o Senhor… a geração que busca a Deus no amor ao próximo! Se fossemos a geração que não passa o tempo a avaliar se e a medir-se… a competir mas fosse a geração de irmãos que sente a ajuda de Deus e caminha para Deus.
Queremos hoje lembrar os nossos santos… aqueles que estão vivos no amor que lhes temos… aquelas pessoas que temos certeza estão junto de Deus (são os nossos santos… os nossos anjos… os nossos intercessores).
Muitos pensam que para ser santo é necessário deixar de ser gente. Santificar-se é descobrir que o projecto de santidade ocorre com a ajuda do Espírito Santo, que nos move nos motiva e chama a fazer sempre o melhor. Esta força interior introduz-nos num movimento de felicidade. Porque ser santo é ser feliz.
A santidade é feita e construída a cada momento a momento, no agora, de todas as oportunidades.
Infelizmente talvez pensemos que para ser santo é necessário deixar de ser gente e esquecermos que a vida é um programa de bem-aventuranças de felicidade. Ser santo é ser gente na plenitude. É ser humano em tudo aquilo que comporta a palavra "humano": sensível, indulgente, compassivo, clemente, bom, afável, alegre...
Ser santo e tomar bem conta de nós sem esquecer a atenção e todo o amor que devemos aos outros... Isso é santidade, é ser mais e melhor. Sempre mais…
Santidade não é fuga do mundo, mas transformação deste mundo. É saber que podemos deixar marcas do céu por onde passamos e na vida de todos aqueles que se cruzam connosco e estão ao nosso redor. Isto é ser santo. Fazermos bem todas as coisas, fazendo-as com amor. Este é o segredo da santidade, a verdade de uma humanidade que vive na plenitude.
O amor é tudo o que as pessoas procuram. A nossa vida sem amor será uma vida vazia. “Ama e faz o que quiseres…serás santo!”









