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IIIº Advento - B

Alegrai-vos – III Domingo do Advento

Vivemos hoje a liturgia do IIIº domingo do tempo comum e as leituras propostas pela Igreja para nossa reflexão convidam-nos à alegria sincera e profunda.

Estamos já na recta final do tempo do Advento. Está próxima a celebração festiva do nascimento de Jesus Cristo devemos por isso alegrar-nos e preparar bem o nosso coração e a nossa vida para acolher aquele que é e será sempre o nosso único e verdadeiro salvador.

Acontece que tantos hoje buscam a alegria em fontes enganadores e tantas vezes até envenenadas. Tantos buscam a verdadeira alegria apenas naquilo que consegue dar algum prazer, alguma distracção, naquilo que apenas consegue despertar sonoras gargalhadas mas não consegue dar-nos verdadeira e duradoura alegria.

Tantos buscam na agitação e no ruído, na euforia colectiva a paz alegre para a suas vidas… Mas encontram apenas bons momentos, talvez alguns sorrisos e quando muito algum alívio para o stress diário.

Tantos procuram na sensualidade e na gula a paz alegre que todo o homem anseia. Mas quase sempre, depois da embriagues dos sentidos, fica apenas o vazio… a desilusão.

Tantos buscam na ostentação orgulhosa a verdadeira alegria. Gasta-se tanto tempo, tanto trabalho apenas para se representar no grande palco da vida… ostentando-se o que não se é!

Tantos buscam a sua alegria apenas no “faz de conta”… no parecer. Na plateia que aplaude e venera.

Quem busca a verdadeira alegria desta forma apenas encontra vazio… Desilusão… Sem Sentido…. Medo… Tristeza existencial.

A verdadeira alegria é algo para nós indispensável, como a luz do sol para a vida. Precisamos de encontrar, precisamos de nos encontrar com a verdadeira alegria. A única fonte de genuína e total alegria brota do próprio Deus. A única fonte de segura alegria é a certeza de que o Espírito de Deus habita em nós e nos ajuda a caminhar na serenidade e em paz.

A verdadeira fonte, a única fonte da alegria encontra-se em Deus e buscamo-la quando procuramos ser fiéis ao que Ele nos pede.

Quem consegue estar atento à vontade de Deus, quem acolhe o seu próximo com sabia e verdadeira atenção… quem nunca desiste de tudo fazer para conseguir fazer os outros um pouco mais felizes… esse pode ter um caminho difícil a percorrer mas encontrou o segredo da mais sincera e profunda alegria.

E Deus pede-nos, para encontrarmos a alegria que consigamos ser mensageiros dessa mesma alegria. Como dizia a primeira leitura do livro de Isaías - O Senhor me ungiu e me enviou - para ser alegre e servir - anunciando a Boa Nova, a liberdade ao cativos e a promulgar o ano da graça do Senhor.

O segredo para ser alegre de que Isaías falava na primeira leitura é - servir!

Servir a Deus, servindo o próximo. (não servir se do próximo!)

Ser alegre não se confunde apenas com ser divertido ou socialmente bem disposto. Ser alegre é ser generoso…atento ao próximo… disponível para servir a Deus nos irmãos. Ser alegre

No Evangelho encontramos o caminho para encontrar a verdadeira alegria. Olhando para S. João Baptista descobrimos - pelas suas palavras e atitudes - a forma como encontrar a alegria que vem de Deus.

- S. João Baptista era humilde:

- Eu não sou o Messias;

- Não sou digno de desatar as correias das suas sandálias;

- Sou apenas uma voz que clama no deserto… depois de mim virá aquele que é infinitamente maior que eu.

Tantas vezes as causas da nossa tristeza não brota do nosso orgulho: ou porque não nos deram a importância ou o valor que julgávamos ter; ou porque tentámos viver como se fossêmos donos incondicionais da nossa existência.

Quem quiser ser alegre tem de ser em primeiro lugar muito humilde - tem de descobrir que é muito pequeno por si só… apenas aos olhos de Deus temos uma grandeza infinita porque somos por Ele muito amados.

Quem quiser encontrar a verdadeira alegria tem também de passar pela Penitência. Quem quiser encontrar a verdadeira alegria tem de fazer esforço por “endireitar o caminho do Senhor!”

Passamos a vida a fugir daquilo que nos custa e, no final, sentimo-nos amargurados.

Quem quiser encontrar a alegria tem de aceitar se a si próprio como frágil, limitado e tantas vezes errante. Não apenas para se lamentar (não essencialmente para se lamentar) mas para encetar fundamentados esforços de conversão e mudança de vida.

João Baptista também nos ensina que o caminho da alegria é um caminho de “luz”.

Jesus Cristo que nasce é uma luz para a humanidade e cada um de nós terá de ser uma pequena luz de esperança para os outros.

Quem quiser encontrar a alegria terá de encontrar em Jesus Cristo a luz que ilumina cada opção e cada decisão que tomamos.

Celebrar o nascimento de Jesus Cristo não é celebrar uma efeméride do passado é celebrar o encontro com alguém que é luz que ilumina a nossa vida e, se nós deixarmos e quisermos a enche de paz e de alegria

Finalmente quem quiser encontrar a verdadeira alegria tem de fazer um esforço permanente e diário por crescer na fé e no amor.

Alimentar a fé (pratica religiosa cristã) e viver para amar (disponibilidade para servir, para a caridade efectiva e não apenas prometida!). Quem mais dá mais recebe...

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